O Poder está em mim
Por Patricia Carpes
Eu me curvo diante dos Deuses e dos seres mágicos que permeiam o universo
Eu me curvo diante da luz que emana de meu ser inconsciente
Eu me curvo diante do mundo, diante da vida em respeito ao que sou
Por Patricia Carpes
Eu me curvo diante dos Deuses e dos seres mágicos que permeiam o universo
Eu me curvo diante da luz que emana de meu ser inconsciente
Eu me curvo diante do mundo, diante da vida em respeito ao que sou
Por Dan Porto
Você precisa conquistar alguém
e deixar leve a face
que leva o sorriso
que brotou ali pela
visão de seu brinquedo
preferido
Você precisa olhar nos olhos de alguém
pelo menos uma vez,
na profundidade suficiente
de sentir a importância
de tudo que há ali
Você precisa se perder
pelo menos uma vez,
a ponto de a liberdade ser tão forte
que lhe deixe tão feliz
a ponto de você rir
Você precisa gargalhar no meio da rua
pelo menos uma vez,
se deixando ser idiota
tanto quanto seria idiota
andar a passo largo
sem ao menos olhar ‘pro’ lado.
Você precisa amar
alguma coisa,
forte o suficiente
que lhe dê coragem
para arriscar
Você precisa conquistar alguém
Pelo prazer de ser você.
.........................................................................
Mais SóCultura
Três mulheres no divã de Freud
Indícios, de Eduardo Fiuza Filho
Por Henrique Fernandes
Não é mais um texto ou dois que fará do grande poeta, Luís Vaz de Camões, melhor ou pior, maior ou menor, mas, como há tempos não se lê nada em jornais do fabuloso português, arrisco-me em passar para algumas linhas algo sobre dele.
Por Henrique Fernandes
|
Num baile deixa-te disso, criança.
Deixa-te de orgulho, sossega: Olha que o mundo é um oceano
Por onde o acaso navega. Hoje, ostentas nas salas As tuas pomposas galas, Os teus brasões de rainha. Amanhã, talvez, quem sabe ?! Esse teu orgulho se acabe, Seja-te a sorte mesquinha. Ainda há pouco pedi-te... Pedi-te para valsar... Disseste é plebeu, é pobre, Não me quiseste aceitar ! No entretanto ignoras Que aquele a quem tanto adoras, Que te conquista e seduz, Embora seja da nata, É plena figura chata, É fósforo que não dá luz ! Deixa-te disso, olha bem: Que a sorte dá, nega e tira ! Sangue azul, avós fidalgos Já neste século é mentira: Todos nós somos iguais, Os grandes, os imortais. Foram plebeus, como eu sou, Ouve mais esta lição: Grande foi Napoleão, Grande foi Victor Hugo. Que serve nobre família, Linhagem pura de avós, Se o sangue dos reis é o mesmo O mesmo que corre em nós ? O que é belo e sempre novo É ver-se o filho do povo |
Saber lutar e subir De braços dados com a glória, Pra o Pantheon da história Pra conquistar o porvir De nada vale o que tens Que não me podes comprar ! Ainda que possuísses Todas as pérolas do mar ! És fidalga, eu sou poeta, Tens dinheiro, eu completa Riqueza no coração; Não troco uma estrofe minha Por um colar de rainha Nem por troféus de latão. Agora sim, já é tempo De te dizer quem sou eu: Um moço de vinte anos Que se orgulha em ser plebeu; Um lutador que não cansa, Que ainda tem esperança De ser mais do que hoje é: Lutando pelo direito, Pra esmagar o preconceito Da fidalguia sem fé. Por isso quando me falas Com esse desdém e altivez... Rio-me tanto de ti, Chego a chorar muitas vezes... Chorar sim, porque calculo Nada pode haver mais nulo Mais degradante e sem sal, Do que a mulher presumida Tola, vaidosa, atrevida. Soberba, inculta e banal.
(A Orgulhosa, de Trasíbulo Ferraz Moreira) |
- - -
A literatura brasileira é tão rica! Arrependo-me de não ter lido mais e descoberto a imensidão das palavras maravilhosas que existem dentro de certos livros, mais cedo. Poetas que não são nem tão conhecidos, ou que não tiveram o tratamento adequado, mas que escreveram obras magníficas, simples e imortais.
Goethe e Schiller foram os intelectuais que mais exerceram influência na cultura alemã do século XIX. Suas poesias constituem um verdadeiro tesouro para a humanidade.